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| (Foto: Ana Graziela Maia/G1 AM) http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2013/02/reintegracao-de-posse-retira-cerca-de-500-familias-de-terreno-em-manaus.html |
Ontem os moradores da
ocupação 28 de Outubro sofreram um processo de reintegração de posse expedida
pelo juiz Rosselberto Himene, da 7ª Vara
Civil. Segundo informações divulgadas, foram retiradas cerca de 500 famílias da
referida ocupação, muitas dessas famílias continuam acampadas nas proximidades
do terreno reintegrado.
A ocupação acontecia em um terreno que se estendia entre o
loteamento Nobre e a avenida de acesso ao Conjunto Viver Melhor no bairro de
Santa Etelvina - Zona Norte de Manaus. A área é paralela as torres de
transmissão elétrica de Balbina, exatamente onde irá passar a futura Avenida
das Flores anunciada pelo Governador Omar Aziz, o que obviamente despertou a
cobiça dos especuladores.
Em nota que divulguei no facebook no dia 12 de fevereiro, depois
de ter ido pessoalmente no local, já reportava a situação de degradação que
acontecia no local, além da exposição de crianças em ambientes sem
nenhuma infraestrutura. Falava também da necessidade da organização dos
movimentos sociais para que possam propor assentamentos
habitacionais dignos dotados de infraestrutura capaz de dar as
pessoas um mínimo de dignidade.
O Governo Federal, através do Programa Minha Casa Minha Vida,
abriu uma modalidade de financiamento de projetos voltados às entidades organizadas
que trabalham a questão da moradia. Essas instituições hoje podem ser
proponentes de projetos habitacional financiados pelo programa MCMV.
| Crianças expostas ao ambiente hostil de uma ocupação irregular.(Foto: Alex Ximango) |
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.521970697848275.119348.100001060488239&type=3
Nota do Facebook
"OCUPAÇÃO
28 DE OUTUBRO
Hoje,
(12/02/2013) estive na região de expansão urbana habitacional da cidade de
Manaus, a região de Santa Etelvina. Fui conhecer a área de ocupação 28 de
Outubro. A ocupação se aconteceu em uma área de loteamento conhecida como
Comunidade Nobre. As informações que colhi no local é de que o loteamento
carecia de toda a documentação legal, e que as famílias que adquiriram da
imobiliária seus lotes estavam com dificuldades de regularização de suas áreas.
Este fato fez com que ocorresse uma corrida a ocupar áreas que anteriormente
não estava loteada. A especulação tomou conta da área, pessoas humildes
passaram a ocupar de forma desordenada, fazendo com que as margens do Igarapé
fossem ocupada, além de áreas de declívio acentuadas. Outro fato que nos
chama a atenção, é o anuncio do Governo do Estado em construir a Avenida das
Flores, esta passando no meio da referida ocupação. Isto demonstra o nível da
especulação estabelecida naquela região. A poucos meses o Governo do Estado e o
Ministério das Cidades entregaram, bem ao lado de onde hoje é a ocupação, o
maior conjunto habitacional do Programa Minha Casa Minha Vida, o conjunto Viver
Melhor. Foram mais de três mil unidades habitacionais entregues. Na área, há
ainda gigantescos projetos, como também obras de conjuntos habitacionais, isto
tudo mostrando que hoje há uma política habitacional em curso por parte do
poder público. Não tenho conhecimento que esta ocupação seja liderada por
movimentos sociais reconhecidamente organizados no plano nacional, nenhuma
organização de luta por moradia reivindica a execução de tal ocupação. Que
Manaus, e o Amazonas ainda estão longe de zerar seu déficit habitacional, nós
todos sabemos, que há uma política em curso para cumprir este objetivo, nós
também sabemos. O que sabemos também que o caminho para a solução dos problemas
de habitação estão na organização da demanda, coisa que os movimentos sociais
de luta pela moradia também já estão fazendo, inclusive com a execução de
empreendimentos habitacionais como no caso da UNMP, através do MMMO com
empreendimento de 600 habitações em curso. Há que se inaugurar um diálogo
profundo sobre estas ocupações, pois o caminho novo é planejamento urbano,
gestão responsável do solo urbano, habitações com saneamento e toda a dignidade
que nosso povo merece. Não dá mais para aceitarmos submeter nossas crianças a
um ambiente hostil como os que constatei na ocupação 28 de Outubro."

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